Pentacampeão

Não dá pra não falar: esse Tricolor só dá alegria. E nunca fica chato. Pentacampeão. Não vou entrar na polêmica do Flamengo. O time carioca também é Penta, mas eles que vão brigar com a CBF pela taça. Eu não tenho nada com isso.

Agora, assim como falei no ano passado, título mais que merecido. A temporada começa meio aos trancos e barrancos, o time muda, a gente fica apreensivo, reclama da defesa, do ataque, do treinador. Mas daí, a equipe se reagrupa, e volta a vencer. E a gente fica só esperando a hora de soltar o grito de campeão. Mais uma vez, uma festa bonita, sem briga, sem tumulto. Não é só esse timaço que está de parabéns, a torcida tricolor também dá show. Lotou o Morumbi – quase 70 mil pessoas. E salvo um ou outro incidente, comemorou na boa, na paz como deve ser.

Valeu Tricolor!!!!!



Escrito por lilresan às 17h04
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Sobrevivendo

“Quando não estás aqui
Sinto falta de mim mesmo
E sinto falta do meu corpo junto ao teu
Meu coração é tão tosco e tão pobre
Não sabe ainda os caminhos do mundo”

(Legião Urbana – Sete Cidades)

 

 

 

Ou eu não sou do tipo que corta os pulsos

 

Terminar um relacionamento é sempre difícil. Doí, e bastante. Especialmente se você ama muito a pessoa e se também sabe que a pessoa te ama. Passei por essa barra. E embora pareça, não é o fim do mundo. É claro que quando a gente leva o pé na bunda, doí mais, afinal ser rejeitado é foda. Mas machuca também quando é a gente que decide colocar o ponto final na história.

Quem acompanha as minhas aventuras afetivas sabe que até pouco tempo atrás estava vivendo um relacionamento à distância. E mesmo com a quantidade imensa de text messages, ligações internacionais e os mútuos "I love yous", infelizmente chegou a hora. E, aí meu Deus como doeu. Tem gente que acha que só porque foi você que terminou, no dia seguinte já tem que estar lépida e faceira atrás de outro. Ah, como cansei de ouvir essa baboseira.

Eu sofri muito. Passei por todas as fases. Normal. Quis voltar atrás, não sair da cama por dinheiro nenhum do mundo e me entupir de porcaria (na verdade me entupi de porcaria mesmo). Chorei rios, pensei em como iria viver sem ele, pensei que iria morrer. Uma coisa assim meio Werther, só que sem revólver, mas talvez com veneno de rato, embora não tenha, nem rato, nem veneno lá em casa. Ou quem sabe com uma overdose de xarope Vicky. Tive minhas crises, tirei todas as músicas deprê do meu ipod, mas não adiantou. Caí no choro, atrás de óculos escuros, diga-se, em plena Quinta Avenida, ouvindo “My Generation”, do The Who. Pode? Pode. E acontece.

Como também acontece de passar. Não morri. Um belo dia, o sol estava brilhando e você começa a reparar na cara das pessoas ao seu redor e na vida que, meio que parou, enquanto expiava a dor de amor. O ipod voltou a ter todas as músicas de antes, e já não quero mais cortar os pulsos toda vez que ouço Damien Rice ou Morrissey. E quando menos espera, depois de seus amigos tanto insistirem você volta a sair de casa. E com o tempo, sempre ele, já está lá no bar, flertando com o gatinho de olhos verdes. Ih pronto vai começar tudo de novo. Mas sem cortar os pulsos ou tomar veneno de rato, que não sou disso.



Escrito por lilresan às 15h19
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Explicando...

Ok, no post anterior eu falei que é uma tarefa quase impossível eu me livrar de um dos meus vícios, os irlandeses. Bem, hoje vou elaborar um pouco mais essa afirmação.

Quando cheguei aqui, há quase cinco anos atrás, o único irlandês que eu conhecia era o Bono. E acredito que para a maioria de vocês ele, e o resto do U2, são a referência de povo irlandês.  

Bom, tendo o Bono em mente, acompanhe a lógica: Ele pode nem ser bonito (beleza é uma questão de ponto de vista. Eu acho, mas você pode não achar), o cara é carismático, charmoso e sabe como atrair a atenção. Agora imagina você, cara brasileira, entrando num bar e dando de cara com uns cinco, seis Bonos?

Foi isso o que aconteceu comigo. Mal aterriso por aqui e dou de cara com o Rory, o primeiro irlandês que conheci na vida. Um loiro alto de olhos azuis, encantador, muito charmoso. Impossível de resistir. Tá o Rory é lindo, isso ajuda. Muitos que eu conheço são assim. Mas não é só isso. O Barry, não é um Larry Mullen, mas tem seu charme.

Não sei o que ensinam esses meninos na escola lá na Irlanda, mas com certeza uma das matérias deve ser como seduzir as incautas. Eles são bons no xaveco e em outras coisinhas mais. Se é que você me entende. E a tonta aqui cai como um patinho. Já aconteceu algumas vezes.  Mas, meu é difícil resistir. Eu sempre falo, posso entrar numa sala cheia de gente de tudo quanto é canto do mundo, mas pra quem a dona Lilian vai olhar? Pro único irlandês que estiver lá. Invariavelmente. Devem ser os olhos...

Agora ilude-se quem pensa que as irlandesas estão à altura dos meninos. Nãnãninãnão. Quase todas são um saquinho de batata amarrado na cintura, meio baixo nível, especialmente depois de umas doses a mais, sem o menor encanto. Na real, só a minha amiga Mariah (que saudades) e a Eva, que eu consigo me lembrar, tinham esse charme, alem de serem lindas.



Escrito por lilresan às 14h13
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Listas

Três coisas que estou deixando de lado:

 

  1. Minha curiosidade por fofoca. Finalmente eu percebi que nada na minha vida vai mudar se eu ficar sem saber a última da Lindsay Lohan, Britney Spears ou se o casamento do Brad Pitt vai mesmo acabar.
  2. O cigarro. Estou deixando de fumar. Agora só de vez em quando. Geralmente quado o álcool está envolvido.
  3. De querer ser perfeita. E impossível. Nunca vou agradar todo mundo o tempo todo. Então estou relaxando.

E duas coisas que são impossíveis de largar:

 

1. Irlandeses. Sério. Estou começando achar que é o pior vício que existe. (Depois elaboro mais esse tópico).

 

2. Novela. Eu tento. Mas o Youtube não ajuda e todo dia assisto Eterna Magia e Sete Pecados.



Escrito por lilresan às 16h21
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Aviso aos Navegantes

Quem leu o que postei há duas semanas leu, quem não leu, azar. O post foi retirado por motivo de força maior. Faço isso às vezes, falo ou escrevo demais e me arrependo. Aí fico tentando concertar. Bom que no ciberspace é mais fácil. Você deleta e parece que não aconteceu nada. Mais ou menos como uma péssima transa. Você levanta, põe a roupa, saí correndo e esquece.



Escrito por lilresan às 14h21
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Onde a Gisele Bündchen Arranjou o Tom Brady?

Ok, O negócio é o seguinte, mais uma vez eu ia falar do Léo Aversa, só que aí outra coisa chama a minha atenção, e ele vai ficando. Tadinho. Mas o post de hoje é sobre: Onde a Gisele Bündchen Arranjou o Tom Brady? Tá parece meio bobo, mas eu juro que tem uma explicação racional pra isso. Ou talvez eu esteja so forçando a barra. Mas eu queria mesmo saber onde foi que ela encontrou esse cara.

Lindo de babar (ela não podia ficar com nada menos que isso), o sujeito ainda parece ser gente boa. Mas o que me deixa encucada é que os dois circulam por aí como namorados mesmo. E nas fotos que a gente vê deles, eles estão sempre assim, naquele clima gostoso, que eu sinto a maior falta. Beijos e carinhos em locais públicos. Muito fofo. Por isso, porque ele é americano, é que eu queria saber onde  foi que ela encontrou essa figura, coisa rara por essas bandas? E mais, será que eu encontro um Tom Brady por aqui?

Morando há quase cinco anos em New York, eu ainda não achei um americano (ou irlandês, meu problema nessa terra, como vocês bem sabem), afeito a essas demonstrações públicas de afeto. Não tô falando de amasso, não. Falo de carinho, de  beijinhos, essas coisas tão normais pra gente, mas que por aqui soam como uma aberração. Exemplo: outro dia sai com o pretê novo (ou ficante), e fomos num bar onde a gente vai sempre e aí nada. A tonta aqui esperando por uns beijinhos de vez em quando, e nada. Ainda tive que escutar que “making out” em público é muito complicado pro povo dele. Making out? Helloooo?? Não estava esperando ser comida no balcão do bar, pelo menos não com todo mundo em volta. Mas uns beijinhos em público não arrancam pedaços, aliás só faz bem. Pro corpo, pra alma, pro coração, e pro ego. Vai entender.

Se alguém topar com a Gisele por aí, pergunta pra ela se o Tom Brady tem irmão?

 



Escrito por lilresan às 14h00
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Viva a informalidade!

Não pude deixar de fazer a analogia com essa época de carnaval e festa gostosa que está começando. Durante a tempestade de gelo e neve que assolou a costa leste esta semana, motoristas da cidade de Allentown, na Pensilvânia ficaram cerca de 11 horas parados em um engarrafamento monstro. Tentando chegar em casa, essa galera ficou presa na rodovia, enquanto funcionários da prefeitura trabalhavam na liberação da pista. Nos noticiários era um tal de gente dividindo parcos biscoitinhos e garrafas de água com os colegas de sofrimento.

Enquanto isso, do lado de baixo do equador, motoristas ficam horas nos engarrafamentos para chegar a qualquer lugar e celebrar a folia de Momo. O detalhe, são as bençãos (ou não, depende do ponto de vista) da informalidade. Se os americanos passaram horas congelados e dividindo migalhas de Oreo com desconhecidos, os brasileiros têm ao alcance da mão, uma infinidade de produtos para passar o tempo e matar a fome e o calor (pobrezinha de mim, nem sei mais o que é isso). Lembro bem de como é pegar a estrada engarrafada. É neguinho vendendo água, jornal, mexerica, banana, água de coco, milho cozido, brinquedo, cd e dvd pirata, aquela pipoca doce do pacote cor de rosa e mais um montão de coisas que ninguém precisa, mas, por uma razão ou outra, sempre acaba comprando. Um brasileiro mais esperto e com disposição e saúde para encarar a neve acumulada e o frio faria uma fortuna por aqui. Tax free.



Escrito por lilresan às 14h44
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Aí gente,

Há uns posts atrás falei que eu e o Finn estamos curtindo um relacionamento à distância. Cerca de 5.088km separam New York de Dublin, segundo o Google. É muito não é, não? Sinceramente não achei que fosse ser tão duro. Pensei que daria conta, afinal seriam só dois meses até vê-lo de volta.

Agora passadas apenas três semanas que ele viajou, a saudade tem apertado muito. Vou levando minha vida da melhor maneira. Trabalhando, saindo com os amigos, tentando ser normal. Mas ainda assim, fica difícil. Especialmente a noite, quando chega a hora de dormir. Aí sinto muita falta dele, pertinho. Não tô nem falando de sexo (melhor nem entrar nessa área). Mas de ficar juntinho, assistindo Heroes, conversando ou só adormecer. E olha que nunca fui dessas de dormir agarrada.

Claro, a gente se fala muito. Eu ligo ou ele liga duas vezes por semana, trocamos torpedos internacionais com uma freqüência assustadora. Internet, ainda é muito pouco, porque, parece coisa do século passado, mas comunicação online no interior da Irlanda é complicada. Só que não basta. Claro, ouvir a voz é bom, saber que ele está pensando em mim, também. Mas doí. Você tá aqui, a pessoa lá e não dá prá fazer nada.

Só que é preciso ser forte. Ele tá sofrendo também e não posso deixá-lo ainda mais preocupado, imaginando que eu estou chorando rios. (Às vezes choro, mesmo.) Mas tem horas que escapa, tanto de um lado como do outro. E nós dois acabamos sabendo como está sendo duro. Mesmo com a correria diária, um tá sempre no pensamento do outro. E, os dois contando os dias pra chegar St. Patrick’s Day e a gente voltar a ficar junto.

 



Escrito por lilresan às 13h20
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Second Life o ca....

Nunca fui chegada em videgames, jogos  no computador, nada assim. Pra mim é só umas partidinhas de paciência muito de vez em quando. Acho que não consigo ficar muito tempo grudada na frente da tela. Meu corpo reclama, antes ficava horas na boa, geralmente no ICQ. Mas agora o braço doí, o pescoço doí, a vista falha. Enfim, coisas da idade. Também não tenho mais saco. Prefiro ler, sair com a galera, ver gente de verdade, ao vivo.

Bom tudo isso é pra falar do Second Life. Quer dizer, mais ou menos. Não sei bem o que rola nessa parada. Pelo que entendi é um universo paralelo virtual, onde todas as “pessoas” (ah, não são pessoas, são animações feinhas) são gostosas e a “vida” é bem melhor que essa aqui. Mas, tanto lá como cá você precisa de dinheiro (não sei se isso é melhor). Achei uma coisa muito geek. E olha que eu sou bem geek.

Mas o ponto é esse site aqui www.getafirstlife.com. Não tem link nenhum, a não ser se você quiser comprar as camisetas. Mas a primeira página é 10. Frases espirituosas, que fazem a gente lembrar, que não importa quão bem sucedida é a sua second life, o que conta mesmo é o mundo 3D aqui fora. Onde você trabalha, se reproduz e perece. Simples.

Pode me chamar de “velha guarda”, mas prefiro a minha imperfeita first life. Afinal nada mehor que formicar usando seus próprios genitais. Uma das frases engraçadinhas do site.

 

 

 



Escrito por lilresan às 15h18
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Dor de amor

"Não digas nada!
Nem mesmo a verdade
Há tanta suavidade em nada se dizer
E tudo se entender -
Tudo metade
De sentir e de ver...
Não digas nada
Deixa esquecer

Talvez que amanhã
Em outra paisagem
Digas que foi vã
Toda essa viagem
Até onde quis
Ser quem me agrada...
Mas ali fui feliz
Não digas nada."

 

Começo reproduzindo um poema de Fernando Pessoa só pra expressar minha tristeza. Como em tudo o que faço, mergulhei de cabeça. Me joguei e depois fica doendo. A cabeça e o coração. Mas, felizmente, não me arrependo das coisas que fiz nessa vida. Bom ou ruim tudo serviu de aprendizado. E, me empurra pra frente, faz crescer. E agora, o coração vai curtir um amor à distância. Eu aqui e ele na Irlanda. Tá doendo, claro. Afinal, quando duas pessoas se encontram da maneira que encontrei o Finn, não dá pra ficar separado, mesmo que seja por pouco tempo. Mas, apesar da vontade de me enrolar debaixo das cobertas e chorar até minha alma secar, vai passar, o sol vai voltar a brilhar e assistir aos Rangers vai voltar a ter graça.



Escrito por lilresan às 13h41
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Desespero

Indo pro trabalho topei com uma coisa que chamou minha atenção. Descendo as escadas da estação para pegar o metrô, vi um papel, escrito às pressas,  pregado na parede. A curiosa, se aproximou para ler. Ali, ou era sacanagem braba, ou desespero puro, o autor, identificando-se como Denis, fazia uma propanganda de sua pessoa. Como ele é inteligente, bacana, bem humorado, blá, blá, blá. Enfim como ele seria um namorado perfeito. Mas ele era exigente, a garota tem que morar no Brooklyn.  E tinha até um telefone, claro. Afinal, a interessada precisa entrar em contato com ele.

Se era alguém sacaneando o tal do Denis, ele deve estar muito p.... Eu ficaria. Já pensou um maluco colocar meu telefone espalhado pelas estações do metrô. Fico imaginando a quantidade de gente ligando pra esse coitado ( se é mesmo um trote). Eu mesma pensei em ligar, só pra saber qual era.

Agora, imagina se é verdade, o tal do Denis, chegou ao total desespero. E apelou  mesmo. Cansado de ficar sozinho, ele quer ficar com qualquer uma. Desde que ela more no Brooklyn, claro. Pra evitar grandes deslocações no transporte coletivo.

Se a segunda hipótese é verdadeira, o que leva um cidadão a agir assim? Será que essa é a  última cartada dele antes de se jogar debaixo do trem de solidão? Claro, ficar sozinho, muito tempo é foda. Especialmente quando todo mundo ao seu lado está com alguém. Eu mesma, em fases de desespero pensei seriamente em fazer meu cadastro no match.com. Mas, nunca fiz isso. Sempre acreditei que essas coisas seguem seu caminho natural. E hoje, eu estou com o Finn e feliz. Espero que o Denis ache alguém legal.

 

 



Escrito por lilresan às 15h00
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Momento Grey’s Anatomy

 

Há algumas semanas tive meu momento Grey’s Anatomy. Não sei se a nova temporada já estreiou no Brasil. Mas em um dos episódios, Meredith é forçada a escolher entre o Finn e o McDreamy. Não vou estragar a surpresa e contar como isso acabou. Mas uma semana antes do Natal me vi na mesma situação.

Confrontando meus sentimentos percebi que teria que tomar uma decisão.  Eu, como a Meredith, tinha dois pretendentes (isso sem contar o Mr AOL, de alguns posts abaixo, mas isso é outra história). Bom de um lado estava o meu McDreamy. Um cara que conheço há três anos e meio, e por quem sempre tive uma queda. (Acho que seria mais apropriado chamá-lo McSteamy), Anyway, desde que nos conhecemos pintou essa incrível atração. Era um lance que ficava muito mais no “o que poderia ter sido”, com os dois provocando um ao outro. Até que um dia rolou. E foi ótimo, rolou algumas outras vezes e foi a mesma loucura. Mas era foda ouvir meu McDreamy dizer que ele não estava pronto para se envolver sério, que o filho dele era a grande prioridade de sua vida. Acho isso lindo, ele me desapontaria profundamente se não colocasse o pequeno J como n.º 1. Mas também não precisava repetir isso a cada 10 segundos. Tudo estava calmo, apesar do jogo de sedução que arriscadamente continuavámos a jogar.

Aí eu conheci o meu Finn. Não foi aquela coisa insana, a atração incontrolável que era com o McDreamy. Mas o carinha tinha um bom papo, sintonia total. E foi me conquistando. Entendia o que eu falava, melhor, prestava atenção, visivelmente valorizando meu passe. Fazia questão de mostar pro mundo que a gente estava junto, coisa que o Mc Dreamy nunca quis fazer. Era muito carinhoso, cuidadoso comigo, como há muito tempo ninguém era.  Ele acabou vencendo a resistência e também rolou. E foi muito bom.

Foi o que bastou para eu ficar em dúvida. De um lado, aquela loucura toda e a sedução do McDreamy. De outro, a fofice e o carinho do Finn. Fiquei dividida. Seria tão bom se pudesse combinar os dois. Mas era impossível, tive que decidir. Foi duro, mas hoje estou muito feliz. Escolhi o Finn. E não me arrependo. Ainda estamos nos descobrindo, decifrando um ao outro. As vezes me pego pensando aonde estaria se tivesse optado pelo McDreamy. Mas passa, porque tenho certeza de que o Finn (meu irlandesinho do post abaixo) é o cara certo.



Escrito por lilresan às 12h29
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Balanço geral

2006 foi um ano mais ou menos. Coisas sensacionais aconteceram. Outras nem tanto. Mas a gente segue lutando. E muito. Claro, somos humanos, e não dá prá deixar o que acontece lá fora e fingir que não nos afeta. Afeta sim, e muito.

Mesmo à distância fiquei p.... da vida com essa palhaçada que foi a tentativa dos parlamentares de auto-aumentar seus gordos salários em mais de 90%. Mas não fiquei só indignada, agi, de longe, mas fiz alguma coisa. Mandei e-mails para todos os paranaenses no Congresso. A maioria solenemente ignorou, mas as excessões, os deputados federais Gustavo Fruet e Dr. Rosinha, e o senador Álvaro Dias,  me responderam dizendo que já estavam se moblizando e tentando parar a baixaria. Também participei de um  abaixo-assinado online. E pouco, mas já é alguma coisa. Já pensou se todos fizessem isso. O país, e consequentemente todos nós estaríamos numa situação bem melhor.

A guerra sem fim no Iraque, o genocídio no Sudão, continuam sendo as notas negativas. Espero que 2007 possamos encontrar saídas dignas para estes conflitos.

No esporte,de bom, teve o São Paulo campeão. Uhu!!! O Inter também fez bonito no Mundial ao bater o Barcelona. E, enquanto a seleção fez vergonha na Copa, o vôlei mostrou mais uma vez que é o orgulho nacional. Mas teve o Schumacher que se aposentou. Fórmula 1 nunca me atraiu, mas o alemão me conquistou.

No pessoal, as coisas ficaram melhores agora no final do ano. O trampo novo finalmente entrou nos eixos. A saudades dos que estão no Brasil só aumenta, mas novos amigos surgiram, outros reapareceram (essa é prá você Lulu) e a gente toca a bola. O meu sobrinho fofo nasceu, e a tia coruja tá cada dia mais apaixonada e babona. A grana continua curta, mas o coração está BEM melhor. Depois de várias roubadas, finalmente apareceu alguém que vale a pena. O meu irlandesinho chegou assim, de repente, e me conquistou, com aquele sotaque lindo e com o carinho com que ele cuida de mim.  

Só desejo que 2007 seja tão bom como esse final de ano. Prá mim, e prá todos vocês. Muita saúde e amor, o resto a gente corre atrás.

 

 



Escrito por lilresan às 15h19
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A semana

Três notícias me chamaram a atenção neste início de semana. A primeira foi a morte de Augusto Pinochet. Depois foram dois textos que li na edião online da Revista Piauí (muito boa, por sinal). O primeiro sobre Guimarães Rosa e o segundo contava a historia de imigrantes bolivianos ilegais.

A matéria chamada O Brasileiro Juan Manuel, de Vanessa Barbara (http://www.revistapiaui.com.br/2006/dez/chegada.htm) , traz um relato familiar para mim, sobre o nascimento do pequeno Juan Manuel, filho de bolivianos que vivem ilegalmente em São Paulo. Atrás de uma vida melhor, os nossos vizinhos estão cruzando a fronteira e como acontece com os brasileiros que imigram para os Estados Unidos, fazem de tudo para sobreviver. Conheço bem essa gente honesta (muitos de meus amigos aqui estão ilegais), que dá um duro danado e se sujeita as maiores humilhações. Suportam salários de fome, quando não é trabalho escravo mesmo, moradia dividida com outros 400, etc, tudo em busca de um futuro mais digno e mais confortável. Uma gente forte como eu nunca conheci antes, na minha vidinha tranqüila em Curitiba.

O segundo texto da Piauí é de Cassiano Elek Machado (http://www.revistapiaui.com.br/2006/dez/mundo.htm ) e conta o terrível destino de um diário escrito por Guimarães Rosa quando serviu como cônsul adjunto na Alemnha, durante a II Guerra Mundial.  Por ciumeira, as filhas do escritor estão impedindo a publicação, uma vez que se trata tambem de um relato de seu segundo casamento com Aracy Moebius de Carvalho. Assim, um documento com valor histórico inestimável, e que além de tudo permite conhecer mais a fundo o autor de Grande Sertão Veredas, vai ficar no limbo por muito tempo. “Quem quiser saber de meu pai que leia o meu livro e está muito bom”, disse a Piauí, Vilma Guimarães Rosa, primogênita do escritor, que publicou um livro de memórias sobre o pai. Santa prepotência, Batman!

Por fim, a morte de Pinochet. Não entendi esses chilenos, chorando, querendo honras de chefe de estado para um homem que escreveu um dos capítulos mais tristes da história da América Latina. Não sozinho claro, ditaduras sangüinárias pipocaram na vizinhança quase simultaneamente, mas o ex-ditador chileno foi a representação máxima desse período negro de nossa história. Será que essas pessoas esquecem ou não entendem que Pinochet matou mais de 3 mil pessoas e torturou outras milhares? Bem fez a presidente (ou presidenta?) do Chile ao negar homenagear um criminoso. E foi criticada por isso. Uma manchete online dizia que Michelle Bachelet era a grande ausência no velório de Pinochet. Hã? E o que queria que ela fizesse? Que fosse la prestar seus respeitos ao assassino de seu pai, ao homem que a torturou e a sua mãe? Tá de brincadeira! Só lamento que Pinochet não tenha vivido o suficiente para ser julgado por seus crimes.

 



Escrito por lilresan às 14h13
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A lista

O meu lado Nick Hornby não sossega. Assim como o autor de Alta Fidelidade eu adoro uma lista. Os 10 + qualquer coisa são uma constante na minha vida. Então aí vai a relação das 10 coisas que estão fazendo minha cabeça neste momento.

 

10- Pablo Neruda. Caiu na minha mão uma coletânea de sonetos de amor. Tudo o que eu precisava nessa fase de ressaca amorosa. Vibrante, sensual, apaixonante.

9- NY Rangers. Virei fã mesmo. Tô sempre vendo um jogo e agora até acompanho os noticiários esportivos em busca de mais informações. E o Henrik Lundqvist só ajuda a aumentar essa paixão.

8- Ugly Betty. É meio brega, mas a versão americana de Betty, a Feia é divertidíssima. E a America Ferrera, a Betty é ótima.

7-Doyle’s Corner. É o meu segundo lar. Toda semana eu vou nesse pub  irlandês. A galera é alto astral e o Barry é um show a parte, especialmente no karaokê de sábado. A versão dele para "You’re Beautiful", da Christina Aguilera é hilária. E o Brendan também é um amorzinho.

6- Heroes. A melhor série de TV no momento. Para os geeks como eu, é um prato cheio. Ação e mistério na dose certa.

5-Natal. Eu adoro essa época do ano. NY fica linda. Entúpida de turistas, o que enche o saco. Mas ainda fico meio boba só de olhar pro céu e ver o Empire State com as luzes verde e vermelha.

4- Jagger Bomb. Minhas noites na balada não começam (ou terminam) sem um desse, especialmente no Doyle’s. Jagger Bomb é um copo de shot com Jaggermeister (um licor alemão) dentro de um copo com meia latinha de Red Bull. Uma delícia!

3- Darfur. Tudo o que se refere ao genocídio em Darfur me assusta, mas também me revolta. Fico pasma em saber que ninguém (os EUA, as Nações Unidas, A União Européia) está nem aí para a matança que o governo do Sudão está promovendo. Faça alguma e visite o site www.savedarfur.com

2- Viidoo. Um Tv player que baixei no meu computador. Dá pra ver diversos canais locais e alguns à cabo. É ótimo porque os sem cabo como eu podem assistir os jogos de hockey e o John Stewart de graça.

1- The Blower’s Daughter, Damien Rice. Música # 1 no meu MP3. É Linda, meio deprê, é verdade. Pra dor de amor mesmo.



Escrito por lilresan às 12h58
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